Pontos Importantes Sobre a Transpiração das Plantas

17/01/2019

Assim como os seres humanos e animais, a transpitação das plantas também existe. Nos vegetais, esse processo pode ocorrer de duas formas distintas, envolvendo duas estruturas fundamentais: os estômatos (forma mais comum) e as cutículas.

A importância desse procedimento vai além da necessidade de eliminar o excesso de água. A transpiração das plantas permite acelerar o transporte da seiva bruta. Uma substância rica em nutrientes, da raiz até as folhas, onde ela é transformada em seiva elaborada.

Excesso Água

As plantas também se desenvolvem melhor quando mantêm a quantidade de água em um nível adequado, e a transpiração ainda ajuda a manter a temperatura equilibrada, já que a evaporação da água tem como consequência a dissipação de energia (calor), que evita o aquecimento intenso e, assim, contribui para a sobrevivência. Devido a esses benefícios, a liberação de água é necessária até mesmo para as espécies que sofrem com o clima seco.

Na transpiração estomática, o mecanismo da fotossíntese é fundamental, já que os estômatos (presentes em maior número nas folhas) possuem pequenas estruturas clorofiladas que reagem à presença de luz, gerando glicose e causando liberação da água em forma de vapor.

transpiração das plantas

Os estômatos ainda são capazes de reagir a outros fatores, como umidade, correntes de ar, porte e idade da planta. Desse modo, cada espécie controla seus estômatos da maneira mais apropriada. As herbáceas, por exemplo, têm um porte pequeno e consequentemente precisam de menos água, por isso, transpiram mais que grandes plantas.

Curiosidades sobre a transpiração das plantas

Em meio às curiosidades sobre esse processo de transpiração estomática, está o fato de que cada vegetal pode reagir de uma forma diferente. De acordo com as condições climáticas de sua região.

É por isso que nos cactos, exemplares típicos de áreas mais secas, os estômatos permanecem menos tempo abertos para evitar a perda excessiva de água. Já com os copos-de-leite, que costumam desenvolver-se em regiões úmidas, acontece o inverso.

A transpiração cuticular é diferente. Nessa modalidade, o vegetal não tem controle sobre a quantidade de água expelida. Tal processo ocorre quando a epiderme (camada exterior da planta) libera a água por meio da cutícula, estrutura composta de cera e dotada de minúsculos poros pelos quais a água passa em forma de vapor.

Esse tipo de transpiração é muito raro e ocorre principalmente em plantas que não possuem estômatos funcionais, como os musgos.

Importância da transpiração das plantas

Em ambientes muito quentes a transpiração é fundamental para o resfriamento das plantas. A transpiração também está intimamente ligada à fotossíntese, pois atua na formação de um potencial hídrico (ou potencial de água), que faz a água subir pelo xilema, da raiz até as folhas, onde será utilizada para a fotossíntese.

Além disso, está intimamente ligada à condução da seiva bruta (água + sais minerais) das raízes até as folhas. Para que haja a condução da seiva bruta, é necessária uma tensão (pressão negativa sobre a água no xilema). Tal pressão negativa é estabelecida pela transpiração.

A transpiração também auxilia na absorção de íons, pois quanto mais a planta transpira, maior é o fluxo transpitarório. Ou seja, quanto mais a planta perde água, mais precisa repor, absorvendo os íons adsorvidos ao solo juntamente com a água.

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